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Sobre albatrozes e petréis

Albatrozes, pardelas e petréis pertencem à Ordem Procellariiformes e são também conhecidos popularmente como bobos, painhos, pésquentes, patos, urubus, pretinhas e almas-de-mestre.

Esse grupo de aves se distribui amplamente pelos oceanos do mundo, apresentando maior diversidade no hemisfério sul, onde ocorrem 22 espécies de albatrozes, duas de petréis-gigantes e pelo menos 75 espécies menores. Albatrozes e petréis estão entre as aves marinhas mais oceânicas, raramente se aproximando da terra, exceto para reprodução. Diversas espécies realizam amplos movimentos migratórios e longas viagens de alimentação, cobrindo milhares de quilômetros e até circundando o continente antártico.

Essas aves possuem grande longevidade – algumas espécies podem chegar a 80 anos - e atingem a maturidade sexual tardiamente (cerca de 5-6 anos para as espécies menores e 11 anos para as grandes). Produzem apenas um ovo por temporada reprodutiva, que pode ocorrer em intervalos de dois ou mais anos. A vida longa e a baixa taxa de fecundidade são características que tornam os Procellariiformes, especialmente os albatrozes, extremamente vulneráveis à mortalidade causada pela captura não-intencional pelos barcos de pesca, atingindo particularmente as aves em idade de reprodução. A interação entre as aves e os barcos e a sua consequente captura ocorrem porque elas se alimentam em águas também importantes para a realização das atividades pesqueiras.

Saiba mais sobre essas magníficas aves no Guia sobre Albatrozes e Petréis.

Ameaça de extinção. No total, são 22 espécies de albatrozes e todas ameaçadas de extinção em algum grau, de acordo com a Lista Vermelha da União para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a mais reconhecida do tipo. No Brasil, das várias espécies de albatrozes que interagem com a pesca de espinhel pelágico, seis estão na lista brasileira de espécies ameaçadas.

Em 2006, o Brasil lançou o Plano Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (PLANACAP) para proteger as aves que se alimentam em águas brasileiras e também duas espécies de petréis que se reproduzem em território brasileiro: a pardela-de-Trindade (Pterodroma arminjoniana) e a a pardela-de-asa-larga (Puffinus lherminieri).

As metas e ações do PLANACAP coincidem com as do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), que entrou em vigor no Brasil em 2008 e também objetiva a redução da mortalidade de aves marinhas em alto mar, em função de sua interação com a pesca oceânica, e nas colônias de reprodução, causada pela ação de predadores introduzidos. Os países que ratificam o ACAP – entre eles, além do Brasil, África do Sul, Austrália, Argentina e França – se obrigam legalmente a adotar ações para garantir a conservação, em longo prazo, de diversas espécies de aves marinhas, entre elas albatrozes e petréis, incluindo o manejo do habitat nas zonas de nidificação.

Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani

Albatrozes e Petréis - Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani
Albatrozes e Petréis - Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani
Albatrozes e Petréis - Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani
Albatrozes e Petréis - Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani
Albatrozes e Petréis - Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani
Albatrozes e Petréis - Fotos: Fabiano Peppes e Luciano Candisani

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