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Biologia do Voô
Biologia do Vôo

Os albatrozes são famosos pelo seu poder de vôo, tendo uma habilidade particular em deslizar muito perto da água, sem tocar as ondas.

Usam uma técnica chamada "planador dinâmico", utilizando diferentes velocidades do vento que ocorrem em diferentes altitudes. As diferentes velocidades do vento possibilitam aos albatrozes ganhar altura quando planam e enquanto manobram ou descem em direção à água, perdendo altitude eles ganham velocidade.

Enquanto planam, perdendo altitude, os albatrozes manobram contra o vento no qual o suspende até a próxima onda, para uma altura do qual ele plana para baixo entre a ondas e sobe novamente, e repete o processo. Este é o motivo pelo qual os albatrozes sobem e descem enquanto voam nos oceanos. Suas asas especialmente adaptadas para esse vôo resistem firmemente. Os albatrozes não são simplesmente empurrados pelas correntes de ar e podem voar ainda mais rápido que a velocidade do vento.

Suas longas asas são projetadas para permitirem voar da melhor maneira possível em diferentes condições e velocidades de vento. Para isso basta apenas mantê-las paralisadas. Fazem isso travando seus ombros em uma posição que não sobrecarregue seus músculos, nos quais caso contrário estaria segurando as asas horizontalmente ao corpo, do resto.

Se eles tentam bater as asas, eles encontram muita resistência do ar devido a grande envergadura e com isso facilmente se cansam. Isto significa que se a velocidade do vento estiver abaixo de 18 km/h, eles são forçados a boiar na água ou permanecer na ilhas nos locais de reprodução. Por outro lado, ventos fortes de mais como ocorre nas grandes tempestades também não são propícios a esse tipo de vôo e por isso, nessas condições os albatrozes são forçados a sentarem na água, esperando que o tempo melhore.

A decolagem de um albatroz é embaraçosamente desajeitada. Em terra eles têm que correr, usando uma área de "fuga" bem espaçosa, geralmente localizada na parte que venta mais da ilha, e com inclinação para aumentar a velocidade. Eles ficam posicionados no topo do declínio e começam a correr com as asas esticadas. Esse movimento combinado com algumas batidas das asas, geralmente faz com que eles voem.

A decolagem da água pode envolver algumas boas patinadas na superfície antes que o vento levante o albatroz. Um albatroz-de-manto-de-luz, por exemplo, foi visto patinando sobre a superfície da água por duas horas antes de levantar vôo.

Quando vão pousar na água eles usam suas patas com membranas interdigitais para tocar na água e começar o seu descanso. Já em terra, eles usam suas caudas e patas como freios semelhante aos flaps de um avião. Não são raras as vezes nas quais os albatrozes se aproximam do local de pouso rápido demais, o que faz com que ele tombe desajeitadamente batendo com peito e bico no chão.
 
 
 
 
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