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Pesca - Captura Incidental |
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CAPTURA INCIDENTAL NA PESCA COM ESPINHEL |
Albatrozes e outras aves marinhas
frequentemente se alimentam de restos de peixes que são jogados
na água pelas embarcações pesqueiras. Quando a linha do espinhel
é lançada na água com milhares de anzóis iscados para capturar
peixes, as aves que estão próximas ao barco, tentam comer às
iscas, chegando muitas vezes a mergulhar para se alimentar. No
entanto, ao alcançar as isca, as aves ficam presas nos anzóis e
acabam morrendo afogadas. Estima-se que 300.000 aves marinhas
são mortas todos os anos, devido à captura incidental por
espinheis. Para evitar essa matança desnecessária, é essencial
impedir que as aves tenham a oportunidade de engolir os anzóis
iscados, antes que esses afundem.
No Brasil as espécies mais capturadas pela frota de espinhel,
sediada nas regiões sudeste e sul são: a Pardela-de-óculos
(Procellaria conspicillata), Pardela-preta (P.
aequinoctialis),
Albatroz-de-sobrancelha-negra (Thalassarche melanophris),
Albatroz-de-nariz-amarelo-do-Atlântico (T. chlororhynchos),
Albatroz-errante (Diomedea exulans), Bobo-grande-de-sobre-branco
(Puffinus gravis), além do Albatroz-de-Tristão (D.
dabbenena) e
dos Albatrozes-reais (D. sanfordi e D. epomophora). Muitas das
espécies citadas encontram-se atualmente vulneráveis ou
ameaçadas de extinção (ver principais espécies do Brasil).
As águas brasileiras são importantes áreas para conservação das
aves, pois serve de local de alimentação para espécies que
nidificam nas Ilhas Geórgia do Sul, nas Ilhas
Malvinas/Falklands, no Arquipélago de Tristão da Cunha e Ilhas
Gough e na Nova Zelândia. Apenas duas espécies se reproduzem no
Brasil: a Pardela-de-Trindade, Pterodroma arminjoniana (endêmica
das Ilhas brasileiras da Trindade e Martim Vaz) e a
Pardela-de-asa-larga, Puffinus lherminieri (ilhas do litoral do
Espírito Santo e Fernando de Noronha).

Albatroz-de-Tristão capturado por espinhel no Brasil. A terceira
espécie mais rara de albatroz no mundo. Ele só se reproduz no
Arquipélago de Tristão da Cunha, no centro do Atlântico Sul, e
sua população mundial é de 800 casais. |
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