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Pol. Marinha - Contaminação |
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CONTAMINAÇÃO POR HIDROCARBONETOS HALOGENADOS |
Aves marinhas que comem peixes e
lulas constituem o elo final de uma cadeia trófica. Devido ao
hábito geral de periodicamente acumular reservas de gordura,
estas aves estão sujeitas à bioacumulação dos poluentes tóxicos
que são solúveis em lipídeos.
Organoclorados tais como os inseticidas DDT e dieldrin, os
bifenis policlorinados ou PCBs e as dioxinas, têm causado estes
efeitos em aves que se alimentam de peixes em águas costeiras.
Durante os períodos de jejum, as aves utilizam suas reservas de
lipídeos, e as substâncias tóxicas acumuladas nestas reservas
entram na corrente sanguínea.
Em casos extremos ocorre a morte por intoxicação aguda. As
substâncias tóxicas são incorporadas na gema do ovo e afetam o
desenvolvimento do embrião e do filhote. Os organoclorados
entram na atmosfera pela incineração de lixo industrial e
doméstico, na forma de cinzas e gases. Os ventos carregam estas
substâncias para a superfície do oceano, onde elas entram na
rede trófica e são adsorvidos aos pedaços de plástico que ali
flutuam e acabam sendo ingeridos pelas aves.
Plásticos derretidos ou parcialmente queimados, provenientes dos
processos de incineração de lixo, são despejados no mar, já
carregados de contaminantes adsorvidos. Espumas de fosfolipídeos,
provenientes do despejo de detergentes no oceano, flutuam na
superfície e hiper-concentram contaminantes trazidos pelo ar.
Estas são algumas das vias de entrada dos contaminantes
organoclorados no ambiente onde vivem as aves marinhas. Grandes
cidades e importantes centros de indústria constituem possíveis
fontes de contaminação das águas costeiras. Estas águas são o
habitat de aves migratórias e das aves que nidificam nas ilhas
da Região Tropical Sul. A qualidade ambiental das águas é também
relevante para as aves. A importância da costa do Brasil como
área de invernagem de aves provenientes da América do Norte e da
Antártica justifica a cooperação internacional no monitoramento
da contaminação das aves migratórias. Ao mesmo tempo, as vias de
entrada dos contaminantes organoclorados no ambiente marinho do
Brasil devem ser identificadas e fechadas. |
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