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Pol. Marinha - Derrames de Óleo |
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DERRAMES DE ÓLEO |
Petróleo cru e seus refinados são,
neste texto, reunidos no termo "óleo". Este óleo entra no
ambiente marinho de diferentes maneiras, ocasionando a "poluição
por óleo", cujos efeitos sobre as aves marinhas são amplamente
conhecidos. Óleo entra no mar de maneira crônica, pelo fluxo
constante dos pequenos vazamentos "normais" ou "rotineiros" que
ocorrem na produção e no uso do petróleo, e de maneira aguda, na
forma de derramamentos maciços de petróleo cru ou de refinados,
ocasionados pelos acidentes com navios petroleiros e com
plataformas de petróleo.
Óleo flutua na superfície do mar, fica em suspensão na coluna
d'água, e entra no sedimento. Óleo na superfície suja a plumagem
das aves que nadam ou mergulham. Dependendo da quantidade de
óleo na plumagem, as aves morrem em poucos dias, ou sofrem
efeitos fisiológicos mais demorados pela entrada do óleo no
organismo, com distúrbios hormonais e perda de resistência a
condições ambientais adversas. Óleo na plumagem do ventre das
aves incubadoras é transferido para a casca dos seus ovos, e
causa a morte do embrião no ovo.
O óleo em suspensão entra na cadeia trófica, e o alimento assim
contaminado prejudica o crescimento corporal, a formação das
penas e a produção de ovos. Evidentemente, a poluição por óleo é
um problema real nas águas costeiras do Brasil, e atinge as aves
marinhas em geral, inclusive exímios voadores como albatrozes,
petréis e atobás. A entrada crônica de óleo no mar pela lavagem
dos tanques de carga dos navios petroleiros, e pelo despejo de
óleo lubrificante servido pelos navios em geral, pode ser
controlada pelo procedimento de "Load On Top" ou LOT nos navios
petroleiros e pela instalação nos portos marítimos de sistemas
de recebimento e reciclagem do óleo lubrificante servido.
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