Diário de Bordo
Instrutor de Campo Santos: Fabiano Peppes
Histórico: Fabiano Peppes graduou-se em Oceanologia e têm trabalhando pela introdução de medidas mitigadoras, também através de sistema de satélite e atualmente é o responsável pelo Programa de Observadores de Bordo do Projeto. Possui grande experiência, tendo até a presente data realizado dezesseis embarques oceânicos desde 2002.




Fevereiro 2009

Olá my friends the seabirds!!!


Venho-lhes contar como foi minha ultima jornada em alto mar!!!

Dificuldades sempre aparecem, em todos os setores em que trabalhamos. Mas aqui no Brasil temos um ditado ou lema de que ?quando tudo começa bem!!! Também termina bem!!!?

EEu e a equipe do Projeto Albatroz recebemos a missão de embarcar meu coordenador Oli Yates em um barco de espinhel pelágico para testar dois modelos de ?torilines?. Ou ainda para vocês entenderem melhor: esse barco teria que ter as condições necessárias para colocar duas pessoas a bordo, além dos tripulantes. Isso que as embarcações aqui no Brasil não passam de 25 m de extensão. Mas nem tudo é impossível tentamos aqui em Santos falar com as empresas de pesca para conseguir tal façanha.



Não obtivemos respostas positivas, mas partimos para o plano B, entramos em contato com o Mestre Celso da embarcação Akira V. E ele sem preocupação nenhuma ofereceu seu barco para podermos trabalhar na conservação das aves marinhas. Só que tínhamos outro problema? O barco estava em Rio Grande que fica no extremo sul do Brasil que faz divisa com o Uruguai, a 1500 km de onde eu moro e ainda o Oli Yates teria que chegar do Chile em São Paulo, pegar conexão até Porto Alegre e ainda pegar um ônibus de quatro horas e meia até Rio Grande.

Muito bem, digamos que passamos está fase e eu e Oli começamos a preparamos o embarque na cidade do Rio Grande. Fizemos um levantamento de tudo que tínhamos em mãos, pois nada poderia sair errado, tudo tinha que sair perfeito. Fizemos umas compras, pois parte do material não estava em nossas mãos. Cada detalhe é muito importante, pelo fato de que apenas a falta de um simples instrumento, pode comprometer toda a coleta de informação que o embarque disponiza.

Mas depois de um dia de trabalho, recebemos a noticia que o barco estava ancorado e descarregando os peixes no porto. Rapidamente fomos de carro para o Oli ver a embarcação e conhecer os tripulantes. Para mim especialmente é sempre uma grande alegria encontrar velhos amigos do mar. Já tinha navegado com o Mestre Celso. Simplesmente um dos mestres de maior criatividade e inteligência que eu conheço aqui no Brasil e também com uma grande qualidade de percepção nas questões oceanográficas. Explicamos rapidamente como seriam realizados os testes e no outro dia, preparamos a saída para o mar.

Finalmente saímos para o mar!!!! Todos estavam felizes, pois cada pescador sentia-se orgulhosos de haver uma pessoa de outro país em seu barco. Eu era chamado a todo o momento, pois os brasileiros não entendiam direito o que o Oli falava e vice-versa. Em torno de 12 horas após a saída do porto, começamos nossas atividade de pesca e também nosso trabalho.

Sempre calculávamos o período que teríamos tempo de luz solar. Pois desta maneira conseguíamos enxergar as aves e testar os dois modelos de toriline, sendo que sempre estabelecíamos metade do experimento para cada modelo.

Nos primeiros dias não houve problemas e tudo muito tranqüilo, mas o vento mudou de direção e pegamos a primeira frente fria, com um mar muito revolto e mesmo desta maneira o Mestre Celso não deixa de pescar. Para nós isso se tornou um incômodo, pelo fato de não estar muito adaptados ainda ao balanço do mar, ficamos um pouco mareados. Celso chegava a fazer duas largadas de pesca por dia e a tripulação não tinha descanso e conseqüentemente nós também. Mas diante de mares revoltos não deixávamos de realizar os experimentos. Diante das diversidades de informação, me chamou atenção um fato: sempre na hora do almoço ou jantar, o mestre mandava parar a faina de bordo e todos se encaminhavam para alimentar-se. Nessas horas sempre havia uma confraternização, pois todos queriam demonstrar o máximo de carinho para o Oli o cozinheiro variava o tipo de cardápio e claro a base da alimentação era composta por uma rica combinação brasileira, arroz, feijão, carne, salada e algo para beber. No Brasil os mestres não permitem bebidas alcoólicas a bordo não é uma lei, mas uma ordem dos comandantes.

Geralmente o comportamento de todos os mestres quando ocorre algum incidente no seu barco, eles ficam extremamente irritados e nervosos e berram com a tripulação e quem estiver por perto. Mas com o Celso é tudo muito tranqüilo, pois teve um dia em que um dos torilines enroscou no material de pesca, neste instante eu tinha um apito e avisei o comando. O barco parou e recolheu o toriline enroscado e Celso pediu para colocar o outro e continuamos a largada, como se nada estivesse acontecido. Depois ele fez os seus comentários do que poderia ser melhorado naquele toriline que tinha enroscado. Celso sempre preocupado com os testes e fazendo perguntas se estava bom o procedimento? Sempre informávamos da preocupação de coletar o máximo de informação possível.

Em um dos últimos dias de embarque o mar cresceu com força 7 a 8. Mas da mesma forma Celso resolveu largar. Simplesmente Incrível!!! Era como se fosse um MARACANÃ (estádio de futebol) de onda!!! Os pescadores perguntavam para nós se naquele dia gostaríamos de estar em casa? Para nós, além de fazer os testes em condições extrema, estávamos eufóricos de sentir a força de mar e ao mesmo tempo a segurança que a embarcação nos oferecia.

Mas no dia sete de setembro (Dia da independência do Brasil) regressamos ao porto do Rio Grande. Com muita historia para contar e com a satisfação de ter realizado um ótimo embarque e de ter tudo terminado bem!!!!

Abraços e até a próxima!!!

Fabiano Peppes

Janeiro 2008

Agora sim!!! O Oceano Atlântico e o Pacifico estão mais vivos!!!

Nas ilhas oceânicas em toda a primavera nascem albatrozes!!! O mesmo está acontecendo com os Albatrozes Task Force!!! Novos integrantes estão surgindo para mantermos a diversidade das espécies oceânicas.

No mês de dezembro vários candidatos inscreveram-se para duas vagas de ATF no Brasil. Ao todo foram 75 inscritos e posteriormente fizemos uma pré-seleção de 16 pessoas e uma última seleção de 5 candidatos para tal sonhada vaga. Dentre as características dos inscritos, selecionamos os que tinham alguma experiência de mar.

Formamos uma banca examinadora para entrevistar os futuros ATFs e marcamos uma entrevista individual em Itajaí. A banca era formada pela coordenadora do Projeto Albatroz Tatiana Neves, Patrícia Mancini (Coordenadora da Base Itajaí), Fabiano Peppes (ATF Brazil e Coordenador da Base Santos) e o nosso grande amigo internacional Meidad Goren (ATF South África). Foi incrível ter o Meidad conosco ara selecionar novos membros de nosso incrível time!!!

Claro que os candidatos estavam muito nervosos com a entrevista!!

Os selecionados foram Ricardo Hoinkis e Caio Azevedo Marques para integrar a posição de Albatroz Task Force no Brasil! Hoje no Brasil somos três: Fabiano (Base Santos), Ricardo (Base Itajaí) e Caio (Base Itaipava). Unidos, fechamos a principal área de risco para os albatrozes no sul do Brasil. Somos agora realmente uma Força Tarefa operando em alto mar!!! Temos imenso orgulho disso!

Sabemos do grande esforço que temos pela frente, mas também não estamos sozinhos neste vasto oceano. A integração do Uruguai e Argentina pelo Atlântico Sul Ocidental e África do Sul e Namíbia pelo lado Oriental vem contribuir e também garantir na conservação das aves oceânicas que habitam as ilhas desse Oceano Atlântico!!! É o ATF "dominando" o Atlântico Sul!!
E o Chile vem reforçar a conservação das aves no Pacifico e também garantir a migração de espécie que voam magnificamente por todos os oceanos, muitas delas vindo de colônias da Austrália e Nova Zelândia para se alimentarem na América do Sul! Precisamos unir nossas forças para salvar as aves por toda sua rota migratória. Toda ajuda é bem vinda!!

Posteriormente a essas escolhas de ATF em Itajaí voltei para Santos, meu porto base. Em dezembro a época do Natal e o Ano Novo têm uma importância fundamental para o ATF Brazil. É somente nesta data que ocorre o encontro dos mestres de todos os barcos no porto. Fica muito fácil compartilhar as histórias que cada um passou em alto mar durante o ano!!! E claro, é muito gratificante reconhecer que dentre as histórias dos pescadores o assunto "Toriline ou espantador de aves e lula tingida" está na moda. E aqueles mestres que ainda não têm essa nova tecnologia mas que já vem escutando nos rádios em alto mar a conversar entre barcos que já utilizam, vêm me perguntar como ele pode adquirir esse aparato!!!

Desta forma conseguimos introduzir em janeiro mais um barco com um par de toriline para ele poder pescar sem agredir as aves. Essa história vem de uma embarcação Quebra Mar I, do Mestre Dinho que vive entrando em minha sala há mais ou menos 6 meses pedindo para colocar os pares de postes de toriline em sua embarcação. O dono da empresa a qual a embarcação Quebra Mar I pertence relutou por um tempo até compreender que o toriline é bom para as aves mas pode também pode ser bom para a pesca, pois aumenta a produtividade do barco. Então, após alguns meses de boas conversas, ele nos permitiu a instalação do toriline em seu barco. Isso sem dúvida foi uma grande vitória para todos, empresa, mestre, ATF e principalmente para os albatrozes que podem voar um pouco mais seguros no mar.

O mestre Dinho entende a importância delas para o oceano e gosta muito delas. Estive sempre próximo, presente em todas as vezes nas quais o barco dele chegou ou saiu para o mar. Sempre trocando informações e recebendo as noticias que ele me trazia do mar. Diante dessa relação de amizade e confiança conseguimos colocar uma segunda medida para evitar a captura das aves: a isca azul que ele já usa há algum tempo.

Sinto-me gratificado pelo trabalho que faço e o faço com amor. Essa é sem dúvida a principal ferramenta para mostrar para os pescadores o valor dos albatrozes e da vida marinha de uma maneira geral. Somos felizardos por ter, neste planeta, a companhia dessas maravilhosas aves. E que assim seja para sempre.


Fabiano Peppes
ATF - Brazil


16 de julho de 2007


Estive no mar por vinte dias. Tenho muitas notícias para contar!

Deixamos Santos no dia 6 de junho , navegando para a costa sul do Brasil. As condições do mar estavam bem calmas, permitindo que contemplasse toda beleza do dia e seu por do sol, demoramos dois dias para alcançar a área de pesca.

Os barcos de espinhel aqui no Brasil normalmente realizam a largada às 6 da tarde e finalizam as onze da noite, onde largam cerca de 1.200 anzóis iscados. Durante a operação de largada, temos a grande oportunidade em explicar aos pescadores a importância das aves marinhas, já que eles trabalham em turno durante esse período.

Tive a chance de explicar o declínio da população dessas aves, o status de conservação e a origem dessas aves. Mostrar a importância das aves marinhas é crucial, pois são eles que tem o contato mais freqüente, e a solução para a captura incidental dessas aves está nas mãos dos próprios pescadores.

Nas manhãs após o lançamento, acordamos as 5 e meia da manhã, procurando pela linha do espinhel que largamos na outra noite, começamos a recolher todos os anzóis. Uma enorme variedade de animais marinhos foi capturada, tubarões, espadartes e atuns que possuem um grande valor comercial no Brasil. Tirando esses peixes, foram capturados outros sem valor comercial, incluindo aí as aves marinhas e tartarugas marinhas.

Aqui no Brasil, um cruzeiro de pesca realize de 14 a 16 lances , com uma duração de 20 a 25 dias, dependendo da área de pesca que o mestre escolhe.

A partir do segundo lance, o mestre concordou em testar o toriline para avaliar se o equipamento se adaptaria a embarcação. Ele testou o torilines em vários lances, porém um dia, com o mar bastante turbulento, decidiu não usá-lo. INfelizmente nesse mesmo dia, capturamos acidentalmente um Albatroz-de-sobrancelha-negra.

Após vários lances usando então o torilines, o mestre tornou-se bastante motivado devido a fato da eficiência do torilines ter-se mostrado bastante clara e efetiva, reduzindo a captura incidental de aves marinhas e melhorando a capacidade de pesca..

Reiterei as informações técnicas, dizendo a ele que para cada ave marinha capturada, eles perdem cerca de 20 iscas, Isso significa que usando o toriline eles poderão pescar melhor.

Apos capturar uma ave, o mestre começou a usar o toriline em todos os dias até o fim do cruzeiro de pesca.

O que realmente amo em meu trabalho, é que através de informações simples, essa gente humilde e simples possam admirar essas aves marinhas que voam de lugares distantes como as Ilhas Geórgia da Sul, Tristão da Cunha e Malvinas/Falklands.

30 de maio de 2007

Olá, amigos do mar e da terra.

No inicio de abril, organizamos o Curso do Programa de Observadores de Bordo do Projeto Albatroz. Em três dias realizamos palestras sobre identificação de aves marinhas, tubarões, raias e outras, além de tartarugas marinhas e interação com as orcas e pseudo-orcas junto às embarcações espinheleiras.

Trinta e cinco estudantes participaram, oriundas de diversas faculdades de Santos e outros estados Durante esse período, os estudantes tiveram contato com observadores experientes, que puderam compartilhar suas experiências a bordo dos barcos de pesca de espinhel, dando dicas e relatando seus sentimentos em tais cruzeiros.

Fora isso, diversas atividades foram realizadas e os participantes visitam o Terminal Psqueiro Público de Santos e tiveram a chance de conhecer o Barco de Pesca BP Kaiko Maru e também, sob minha supervisão construíram um novo toriline.

Fiz a proposta em instalar esse torilines no próximo embarque. Durante esse temp, fui informado que o BP Camburi estaria retornado ao Terminal devido a problemas técnicos e felizmente pude conversar com o mestre, pedido autorização para ir à bordo. O mesmo mestre comentou que tinha testado o toriline e no final, deixamos o terminal durante a Páscoa.

Navegamos para o sul (Estado do Paraná), alcançado mar aberto e começamos a largar o espinhel. Sem perguntar a tripulação, instalaram o torilines, e para minha satisfação, essa instalação tornou-se uma rotina, devido ao trabalho do ATF. Logo visualizei uma imagem que todo observador ama - a embarcação fazendo a largada do espinhel com os torilines instalados e os pescadores bastante calmos em relação a essa nova tecnologia à bordo. Para minha felicidade, avistei aves de rara beleza voando com segurança através da embarcação. Um abraço para todos e nos vemos em breve.

06 de abril de 2007

Olá, amigos das aves marinhas.

Algumas notícias sobre o porto de Santos no Brasil.

Como o verão não seja a melhor época para observar aves aqui no Brasil, estou preparando as embarcações para iniciarem os testes usando os torilines. Esse equipamento é essencial em afugentar as aves enquanto os pescadores estão largando os anzóis com iscas no mar.

Mestre Dirceu do BP Camburi concordou em instalar o toriline, dizendo que já possuía certa experiência em como usar tal equipamento a bordo porque já tinha trabalhado anteriormente na frota chinesa. Essa frota opera na região de 20º latitude sul onde ocorre um grande número de albatrozes e petréis. Dirceu sugeriu um modelo de toriline que teria um pequeno risco de enroscar na linha de espinhel durante as largas. No próximo dia, Dirceu e eu discutimos em qual seria o melhor local em instalar os cabos do toriline, e decidimos testar um cabo com 90º de ângulo, apesar de outros postes de toriline aqui no Brasil terem usado um ângulo de 25º. Sendo assim, nomeei esse novo torilines de Modelo do Dirceu.

Após dois dias, o torilines estava pronto e demonstrei todos os detalhes para o Mestre Dirceu, que se mostrou contente em testar essa medida mitigadora para reduzir a captura incidental, dizendo: 'Comprometo-me pessoalmente em ajudar os pesquisadores e também melhorar a eficiência dos torilines porque quando o outono e inverno chegarem, quero somente apreciar a beleza dessas aves magníficas aves'.

Prometi ao Mestre que iria compartilhar esse modelo de torilines entre os outros pescadores. Ficou bastante animado com isso!! Agora estou me preparando em testar o toriline no mar, e quando retornar contarei todas as novidades! Também estou super curioso em saber como será o comportamento dos pescadores sobre tal equipamento, e a eficiência e aplicabilidade do modelo de toriline do Dirceu

31 de outubro de 2006

Hora de rock e roll e saberem o que estamos fazendo. Estou me preparando par ir a bordo do primeiro cruzeiro de pesquisa da campanha Albatross Task.

Normalmente essa embarcação é somente de pesca, porém dessa vez será diferente, pois está saindo ao mar para testar algumas medidas mitigadoras - o toriline a isca tingida de azul ( que faz com que a isca seja bem menos visível aos albatrozes. Será bem divertido!

Essa embarcação pode permanecer no mar até trinta dias e 10 pescadores estarão me acompanhando nessa missão. No dia 10 de outubro, deixamos o porto de Santos, com uma pequena parada no porto de Itajaí para realizar manutenção e raparos na embarcação.

Então navegamos para o algo mar e já nas localidades de 44° 00 S e 31° 00 W realizamos dois experimentos. Durante a operação de pesca, observei vários albatrozes viajeiros. Nenhuma ave foi capturada durante os experimentos.

Tudo estava indo bem, porém de repente um dos motores do barco quebrou e tivemos que tornar ao porto de Itajaí, e fomos obrigados então a aguardar o conserto. Mas de acordo com o Mestre Sandro, amanhã poderemos partir par ao mar, provavlemnte para a Elevação do Rio Grande ou o Canal de Hunter, áreas onde se pode avistar a terceira maior espécie de albatroz em risco de extinção: o Albatroz de Tristão. São grandes locais oceanográficos !

Durante a jornada até a Elevação, há uma profundidade de 4.000 metros e uma montanha submersa de cerca de 300 metros de profundidade. Será a terceira vez que vou para essa área e espero observar muitas aves.

Contarei mais quando chegar do cruzeiro!

11 de setembro de 2006

Como coordenador do Programa de Observadores de Bordo do Projeto Albatroz, é com grande honra que aceitei ser um dos membros da campanha Albatross Task Force e trabalhar pela preservação das aves marinhas nas águas brasileiras.

Dia 11, segunda, minhas atividades com instrutor de campo do ATF começaram, com a chegada de outro membro, António Miguel Miguéis. Elaboramos um plano de ação, com todas as informações, linhas a serem seguidas e metodologias a serem desenvolvidas pelo Projeto . Foi uma grande surpresa ver que o barco de pesca AKIRA V estava no cais de Santos. Já estive a bordo dessa embarcação e apresentei o Miguel ao mestre e ao proprietário da embarcação, e estrategicamente, deixei o Miguel interagir com a tripulação para determinar sua espontaneidade.

Mestre Celso possui grande conhecimento das ações e trabalho do Projeto Albatroz e conversei com ele sobre a possibilidade de introduzir e instalar torilines em sua embarcação. Ele disse que ele não via a necessidade de adotar o torilines devido ao fato de normalmente pescar com outra arte de pesca: linha de mão.

Conversando com outros membros da tripulação, pude verificar que o Mestre Celso também usa o espinhel e de fato realmente tem usado , com a captura de uma Pardela-de-óculos em sem último cruzeiro de pesca.

Falando com o Miguel, desenhamos uma estratégia em convencer o proprietário a adotar o uso de toriline, apesar da visão do mestre. Verificamos que o Mestre Celso então não possui poder de decisão sem a permissão do proprietário. NO final, Miguel conseguiu uma resposta positive do proprietário, convencendo-o em iniciar o uso do torilines em todas as suas embarcações e essa foi a grande realização e vitória, por que não, de nosso primeiro dia de trabalho.

No final do dia, toda a tripulação foi visitar a Sala do Pescador, onde são passadas as mensagens de como se usar as medidas mitigatórias para salvar e preservar as aves marinhas durante a operação de pesca. Mostrei a eles uma variedade de fotos e vide e a realidade e destino por vezes trágico de muitas aves marinhas.
 
 
 
 
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