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Guia de Identificação |
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Guia de Identificação de Aves Marinhas - Projeto Albatroz
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Albatroz-de-sobrancelha-negra - Thalassarche melanophris.
Espécie grande com a envergadura de aproximadamente 2,5 m. Os
adultos são brancos com as asas negras e possuem um
característico bico alaranjado com a ponta avermelhada. Há uma
faixa negra marcante sobre os olhos em forma de sobrancelha. Os
jovens deixam o ninho com a parte dorsal do pescoço acinzentada
e o bico cinza-escuro com a ponta negra. Esse é o albatroz mais
comum na costa do Brasil e é também o mais capturado, no entanto
sua ocorrência não é tão comum ao norte dos 20° de latitude sul.
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| T. melanophris
(adulto) |
T. melanophris
(jovem) |
Albatroz-de-nariz-amarelo-do-Atlântico - Thalassarche
chlororhynchos
Sua envergadura pode alcançar 2 m. A característica principal da
espécie é a faixa amarela ao longo da região dorsal da maxila
nos adultos, nos juvenis não é evidente. A cabeça e o pescoço
são acinzentados, sendo mais claro no vértice. Os machos
aparentam ser maiores que as fêmeas. A espécie parece preferir
águas mais quentes do que outros albatrozes. É comum no sudeste
e sul do Brasil, mas também no nordeste onde há vários registros
da espécie.
Albatroz-errante - Diomedea exulans
Espécie grande (até 3 m de envergadura). A plumagem nos juvenis
é marrom escura (exceto a cabeça e a parte inferior das asas,
que são brancas). Esta coloração torna-se branca
progressivamente até a fase adulta. A região ventral clareia
primeiro e aos poucos a parte dorsal das asas vai gradativamente
tornando-se clara, no sentido do centro para as pontas das asas.
Bico cor-de-rosa claro, assim como as patas. O
Albatroz-de-Tristão, D. dabbenena é uma espécie muito semelhante
ao albatroz-errante na fase adulta (praticamente indistinguível
quando observada no mar). Quando essas espécies forem avistadas
e não for possível distingui-las, os registros devem ser feitos
como Diomedea sp., fazendo-se a observação na planilha de que se
trata ou de D. exulans ou de D. dabbenena.
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D. exulans
(juvenil) |
D. exulans (adulto) |
Albatroz-real-do-sul - Diomedea epomophora

Espécie grande (envergadura de 3 m). A plumagem do adulto e do
juvenil são semelhantes áquela de D. exulans adulto, no entanto
os juvenis apresentam a ponta da cauda e as penas das asas
superiores pretas. Bico e patas cor-de-rosa. Sua característica
diagnóstica que o separa de D. exulans é que a margem inferior
da maxila é preta e parece uma linha longitudinal escura no lado
do bico (seta). Entretanto, D. sanfordi (Albatroz-real-do-norte)
também apresenta essa característica, porém a região dorsal das
asas é inteiramente negra, em todos os estágios de
desenvolvimento, ao contrário de D. epomophora, que as asas vão
clareando gradativamente nos adultos.
D.
epomophora (A e B) - note o padrão de coloração das asas que vai escurecendo gradativamente, ao contrário de
D. sanfordi (C) em que as asas são totalmente pretas.
Pardela-de-Trindade - Pterodroma arminjoniana

Petrel de tamanho médio, sem dimorfismo sexual evidente, com
envergadura de até 104 cm. Apresenta grande polimorfismo de
plumagem, com tons claros (raros), escuros (comuns) e
intermediários, o que já trouxe dúvidas quanto ao número de
espécies que existiriam na ilha da Trindade.

Acredita-se que a espécie
interage com a frota
arrendada do nordeste quando pescam na região da Trindade.
Qualquer indício de captura ou avistagem dessa espécie é de suma
importância para que se possa compreender melhor a distribuição
dessa espécie no mar.
Padrão de coloração da pardela-de-
Trindade Pterodroma
arminjoniana.
Pardela-preta - Procellaria aequinoctialis

Espécie de tamanho médio (envergadura de 1,3-1,4m). Plumagem de
coloração marrom-escura uniforme, bico claro e uma mancha branca
no "queixo", que às vezes é mais visível e outras praticamente
inexistentes. Patas negras e bico claro com manchas pretas
(detalhe na foto).
Pardela-de-óculos - Procellaria conspicillata
Um pouco menor que P. aequinoctialis, distinguindo-se pela
máscara facial branca, que apresenta formato e extensão
variáveis. Tem boa capacidade de mergulho, submergindo pelo
menos até 6 m para obter descartes de espinheleiros.
Petrel-gigante - Macronectes giganteus
Espécie grande (envergadura de 2 m). Juvenis com plumagem
uniformemente marrom-escuro. Adultos possuem o lado inferior
cinza pardacento e as partes superiores mais pálidas. Bico
grande e robusto, de cor amarelo pálido. O tubo nasal muito
comprido.
Petrel-prateado - Fulmarus gracialoides
Ave de tamanho médio (até 1,2 m). Região dorsal
predominantemente cinza-clara e região ventral branca. Bico
cor-de-rosa com ponta preta azulada e tubos nasais azul claro.
Patas cor-de-rosa com lado externo do tarso e o dedo
acinzentado.
Fura-bucho-de-capuz - Pterodroma incerta
Ave de tamanho médio. Região dorsal do corpo marrom pardo, sendo
mais escuro nas asas e cauda. Queixo e garganta cinza-claro e
região ventral branca. Bico preto e patas amarelo-claro, com o
dedo externo e as pontas dos outros dedos e das membranas
marrom-escuro.
Fura-bucho-de-coroa - Pterodroma mollis
Ave de tamanho médio. Plumagem dorsal preto acinzentado, com
cauda cinza-escura. Região lateral e ventral do corpo branca. Um
distinto colar cinza-escuro destaca-se no lado ventral e lateral
do pescoço. Bico preto, assim como a área ao redor dos olhos na
ave. Região dorsal das asas também é escura. É facilmente
distinguível de P. incerta, pois apresenta ventralmente a cauda
branca.
Alma-de-mestre - Oceanites oceanicus
Ave de tamanho pequeno e plumagem predominante preta, com uma
parte branca sobre a região dorsal e lateral da base da cauda e
uma banda parda amarronzada sobre o lado dorsal da asa. As patas
são longas e pretas, com a metade basal das membranas
interdigitais de cor amarela. Bico preto.
Pomba-do-cabo - Daption capensis
Petrel de tamanho médio. Região dorsal e lateral da cabeça, nuca
e pescoço são pretos e plumagem com coloração preta e branca (em
forma de xadrez). A região ventral predominantemente branca, com
bordas pretas nas asas e na cauda. Bico e patas pretos e íris
marrom.
Petrel-pequeno - Puffinus puffinus
Ave pequena (80 cm de envergadura) e delgada. Bico fino e negro.
O ventre é quase todo branco, o dorso muito escuro e a cabeça
quase negra, com exceção da garganta e das faces abaixo dos
olhos. Voam em grupos. Migrante do H. Norte.
Pardela-de-sobre-branco - Puffinus gravis
Envergadura de cerca de 1 m. Coloração marrom-acinzentada na
região dorsal, exceto na base branca da cauda em forma de meia
lua e o colar na área do pescoço. A região ventral é branca com
exceção de uma mancha marrom-escura no abdômen e do bordo das
asas. Migra para o Hemisfério Norte e a região nordeste é área
de passagem e alimentação.
Petrel-de-bico-amarelo - Calonectris diomedea
O bico é amarelo e o dorso é cinzento acastanhado. A parte
ventral do corpo é branca, à exceção do bordo exterior das asas
e cauda que é cinzento acastanhado como o dorso. A envergadura
varia entre 100 e 125 cm Os vôos são rasantes à água,
normalmente oscilantes e com poucos batimentos de asas. Ocorre
na região nordeste e comumente segue embarcações de pesca.
Petrel-das-tormentas-de-ventre-negro - Fregetta tropica
Ave de tamanho pequeno. Cabeça preta com queixo branco. Região
dorsal com corpo preta, com uma faixa branca entre o corpo e as
penas da cauda. As patas quando esticadas estende-se além da
cauda.
Petrel-das-tormentas-de-ventre-branco - Fregetta
grallaria
Semelhante a F. tropica, no entanto de tamanho menor. Difere da
espécie acima, pois apresenta o queixo preto e o ventre é
totalmente branco.
Gaivota-rapineira - Stercorarius pomarinus
Maior espécie do gênero Sterncorario. Apresenta coloração
marrom-escura, bico e pernas escuras. Sua característica
diagnóstica é ausência de prolongamento de penas na região
caudal da ave.
Gaivota-rapineira - Stercorarius parasiticus
Espécie de tamanho médio, semelhante a anterior em relação à
coloração. Sua característica diagnóstica é o prolongamento de
duas penas na região da cauda como se pode observar na foto.
Gaivota-rapineira - Stercorarius longicaudus
É a menor espécie do gênero. Sua característica diagnóstica é o
prolongamento muito extenso (maior que na espécie anterior) de
duas penas na região da cauda como se pode observar na foto.
Andorinha-do-mar-preta - Anous stolidus
Ave de ilhas oceânicas, e ao contrário dos Trinta-réis não tem
cauda bifurcada. Plumagem cor de fuligem escura, alto da cabeça
cinzento e testa branca. Ocorre nos Abrolhos, F. de Noronha,
Atol das Rocas e no Arquipélago de S. Pedro e S. Paulo.
Trinta-réis-preto - Anous minutus 
Menor que a andorinha-do-mar-preta, com o topo da cabeça todo
esbranquiçado. Ocorre em Fernando de Noronha. Arquipélago de São
Pedro e São Paulo e Ilha da Trindade. Tem sido registrada
pousando no convés das embarcações de pesca na costa nordeste do
Brasil.
Trinta-réis - Sterna spp
Esse gênero é caracterizado por espécies que tem cauda
bifurcada, asas mais estreitas e bico mais reto, pontiagudo,
sendo dirigido para baixo durante o vôo. A plumagem apresenta
duas fases distintas, uma sexual caracterizada pela cor negra da
fronte (que é de duração curta) e outra invernal ou de repouso
sexual, adquirida por uma muda pré-nupcial. Não é necessário
identificar a espécie, apenas o gênero.
Gaivotão - Catharacta spp
Quatro espécies de gaivotões ocorrem em águas brasileiras. C.
maccomocki (A) possui padrões de coloração claros, escuros e
intermediários em tons marrons, cinza e preto. C.
chilensis (B)
tem tons mais uniformes de cinza e preto da região dorsal e
região ventral de cor marrom. C. antártica (C) tem coloração
mais uniforme tanto dorsal como ventral em tons de marrons. A
C.
skua (D) possui coloração marrom, com tons mais escuros nas
bordas posteriores das asas, em vista dorsal, contrastando com a
coloração branca das penas na ponta das asas. Este é migrante do
H. Norte. |
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