Criado em 1991 em Santos (SP), o Projeto Albatroz é uma organização não-governamental que tem como objetivo reduzir a captura não-intencional de albatrozes e petréis, aves marinhas ameaçadas de extinção. Para tanto, trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores. Suas principais linhas de ação são o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar políticas públicas e a promoção de ações de educação ambiental junto aos pescadores e às escolas. Além da base em Santos, opera também em Itajaí (SC), Itaipava (ES) e Rio Grande (RS).
O resultado desse esforço é a formulação de medidas que protegem as aves, a sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e o apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas belas aves no Brasil.
Com apoio do Projeto Albatroz, o Brasil tornou-se membro do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), assumindo assim a sua responsabilidade governamental perante a conservação dessas aves.
Junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e ao Ministério da Pesca, o Projeto Albatroz vem desenvolvendo projetos relevantes, como o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis ( PLANACAP), medida permeada pelo Plano Internacional de mesmo nome desenvolvido pela FAO em 1998.
O Projeto Albatroz é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, e tem o apoio da Royal Society for Protection of Birds (RSPB), do programa Albatross Task Force (ATF), Save Brasil, Birdlife International e Ministério da Pesca e Aquicultura.
Espécies ameaçadas. Das 22 espécies de albatrozes que constam da Lista Vermelha da União para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), 17 estão ameaçadas em algum nível. No Brasil, das várias espécies de albatrozes que interagem com a pesca de espinhel pelágico, seis estão na lista brasileira de espécies ameaçadas. Os petréis (ou pardelas), outra espécie de ave marinha, também correm o risco de serem extintos da natureza. A principal causa é a captura não-incidental das aves pelos barcos de pesca.